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O que é psiquiatria intervencionista?

Leia o nosso artigo e conheça a psiquiatria intervencionista, uma abordagem indicada para quando os tratamentos tradicionais não surtem efeito.

  • Essencial Clínico

5 minutos

03 jan. 2025

A psiquiatria intervencionista é uma área que utiliza procedimentos terapêuticos realizados em ambiente hospitalar para tratar transtornos mentais. Trata-se de uma área de interesse para quem está planejando a carreira na área psiquiátrica.

Tal abordagem surge como uma alternativa para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais, como o uso de medicamentos e a psicoterapia. Continue a leitura para saber mais!

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Psiquiatria intervencionista: um complemento aos tratamentos tradicionais

Segundo o Instituto de Psiquiatria do Paraná, apesar de os antidepressivos serem eficazes em cerca de 70% dos casos de depressão, uma parcela significativa de pacientes (30%) não obtém alívio adequado.

É aí que a psiquiatria intervencionista se apresenta como uma opção para quem precisa de opções adicionais para melhorar a qualidade de vida.

Cabe lembrar que a psiquiatria intervencionista não pretende substituir os tratamentos tradicionais, mas complementá-los.

Com o avanço das pesquisas, novas metodologias são continuamente desenvolvidas para oferecer alternativas terapêuticas para pacientes com quadros graves e resistentes a tratamentos, proporcionando esperança e maior bem-estar.

Esses métodos intervencionistas são indicados, sobretudo, para casos onde os tratamentos convencionais já foram explorados sem o resultado esperado.

Principais tratamentos na psiquiatria intervencionista

Diversos procedimentos compõem a psiquiatria intervencionista, cada um com características específicas para o tratamento de condições psiquiátricas complexas.

Entre os principais, destacam-se:

Eletroconvulsoterapia (ECT)

A ECT consiste na indução de uma crise convulsiva breve por meio de uma corrente elétrica aplicada no cérebro.

Realizada sob anestesia, é indicada para depressão grave e transtornos psicóticos, quando os pacientes não respondem a medicamentos.

Embora controversa, a ECT é amplamente estudada e reconhecida por sua eficácia em muitos casos resistentes.

Estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr)

Esse tratamento utiliza pulsos magnéticos para estimular áreas específicas do cérebro envolvidas com o humor e a cognição.

A EMTr é uma alternativa não invasiva, que não exige anestesia, e pode ser realizada de forma ambulatorial.

O método é bastante eficaz no tratamento da depressão resistente a medicamentos.

Estimulação cerebral por corrente elétrica contínua (tDCS)

A tDCS utiliza uma corrente elétrica de baixa intensidade aplicada na superfície do crânio, modulando a atividade cerebral em áreas específicas.

Ela é indicada para casos de depressão, ansiedade e até dor crônica, oferecendo uma opção segura e com poucos efeitos colaterais.

Infusão de quetamina

Originalmente utilizada como anestésico, a quetamina em doses menores tem sido aplicada para tratar depressão grave e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

A infusão de quetamina costuma proporcionar alívio rápido dos sintomas, o que é particularmente benéfico para pacientes com depressão resistente a outros tratamentos.

A psiquiatria intervencionista, portanto, oferece uma linha de tratamento inovadora e complementar.

A abordagem possibilita que pacientes com quadros graves e de difícil tratamento encontrem alternativas que podem melhorar significativamente sua qualidade de vida.

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FAQ - Psiquiatria Invervencionista

O que é psiquiatria intervencionista?

A psiquiatria intervencionista é uma área da psiquiatria que utiliza procedimentos tecnológicos e neurobiológicos para tratar transtornos mentais, principalmente em casos resistentes aos tratamentos convencionais.

A psiquiatria intervencionista substitui medicamentos e psicoterapia?

Não. A proposta é complementar os tratamentos tradicionais. Em muitos casos, os procedimentos intervencionistas são associados ao uso de medicamentos, psicoterapia e acompanhamento multidisciplinar.

Para quais transtornos a psiquiatria intervencionista é indicada?

Ela pode ser utilizada em casos de:

  • Depressão resistente;
  • Transtorno bipolar;
  • Transtorno obsessivo-compulsivo;
  • Ansiedade grave;
  • Esquizofrenia;
  • Transtorno de estresse pós-traumático;
  • Dor crônica associada a transtornos psiquiátricos.

O que é eletroconvulsoterapia (ECT)?

A ECT é um procedimento realizado sob anestesia que provoca uma breve estimulação cerebral controlada. É indicada principalmente para depressão grave, risco de suicídio e alguns transtornos psicóticos resistentes.

A eletroconvulsoterapia ainda é usada atualmente?

Sim. Apesar do estigma histórico, a ECT continua sendo utilizada no mundo inteiro e possui forte respaldo científico para casos específicos, principalmente quando há resistência medicamentosa.

O que é estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr)?

A EMTr é um tratamento não invasivo que utiliza pulsos magnéticos para estimular áreas do cérebro relacionadas ao humor e à cognição. É bastante utilizada em pacientes com depressão resistente.

A estimulação magnética transcraniana dói?

Normalmente não. O procedimento costuma causar apenas desconforto leve no couro cabeludo durante as aplicações, sem necessidade de anestesia ou internação.

O que é tDCS?

A estimulação transcraniana por corrente contínua, conhecida como tDCS, utiliza correntes elétricas de baixa intensidade aplicadas sobre o couro cabeludo para modular a atividade cerebral.

A quetamina pode ser usada na psiquiatria?

Sim. Em doses controladas e sob supervisão médica, a quetamina tem sido utilizada em casos de depressão resistente e ideação suicida, devido ao potencial de resposta rápida em alguns pacientes.

A psiquiatria intervencionista é segura?

Quando realizada por profissionais capacitados e em ambientes adequados, os procedimentos costumam apresentar bom perfil de segurança. Ainda assim, cada caso deve ser avaliado individualmente.

Quem pode indicar tratamentos intervencionistas?

A indicação deve ser feita por médicos psiquiatras após avaliação clínica detalhada, considerando histórico do paciente, resposta terapêutica anterior e gravidade do quadro.

Por que a psiquiatria intervencionista vem ganhando espaço?

O crescimento da área está ligado ao avanço das neurociências, ao aumento dos casos de depressão resistente e à busca por abordagens mais eficazes para pacientes que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais.

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