A região dos olhos concentra algumas das estruturas mais delicadas do rosto e desempenha um papel importante tanto na aparência quanto na funcionalidade facial.
Para os médicos interessados em atuar com cirurgia periocular, esse campo oferece diferentes possibilidades de procedimentos, mas também exige conhecimentos anatômicos específicos, habilidade técnica e atenção às particularidades de cada paciente.
O interesse pela área acompanha o crescimento da procura por tratamentos de rejuvenescimento facial, especialmente a blefaroplastia, que já ocupa a primeira posição entre as cirurgias estéticas mais realizadas no mundo.
Mas quais são os conhecimentos necessários para atuar nesse segmento? Quais os procedimentos que fazem parte da cirurgia periocular? E como desenvolver as competências para realizar intervenções com segurança?
Para compreender os caminhos e desafios dessa área, conversamos com o Dr. Telmo Morsch dos Reis, cirurgião plástico e coordenador geral da área de Saúde da Pele e Estética da Inspirali Pós Medicina, que compartilha sua experiência de quase quatro décadas na medicina e na formação de outros profissionais.
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O que é cirurgia periocular e quais regiões ela abrange?
A cirurgia periocular compreende os procedimentos realizados nas estruturas que envolvem os olhos, especialmente as pálpebras e os tecidos adjacentes da região orbitária. O campo de atuação reúne intervenções com finalidades estéticas, funcionais ou ambas, dependendo das alterações apresentadas pelo paciente.
Essa região possui particularidades anatômicas importantes. A pele das pálpebras está entre as mais finas do corpo humano e recobre estruturas musculares, ligamentares e adiposas que participam da proteção dos olhos e da expressão facial.
Além disso, as pálpebras desempenham funções indispensáveis para a saúde ocular. O movimento de piscar, por exemplo, contribui para distribuir o filme lacrimal sobre a superfície dos olhos, enquanto o fechamento palpebral ajuda a proteger a córnea.
Por isso, qualquer intervenção nessa área precisa considerar as relações entre as estruturas anatômicas, a aparência e a preservação das funções oculares.
Segundo o Dr. Telmo Morsch dos Reis, a relevância estética da região periocular também está associada à sua exposição nas relações humanas.
"A região periocular é uma região muito exposta [...] extremamente valorizada do ponto de vista estético e influencia bastante no contexto geral da estética facial", explica.
O especialista observa que pequenas alterações nessa região podem provocar mudanças perceptíveis na aparência. Isso faz com que tanto os resultados desejados quanto eventuais imperfeições sejam facilmente identificados.
Por que a cirurgia periocular exige tanta precisão?
Embora ocupe uma área relativamente pequena, a região periocular apresenta desafios técnicos significativos.
A proximidade com o globo ocular, a espessura reduzida da pele e a complexidade das estruturas envolvidas exigem movimentos precisos e planejamento individualizado.
De acordo com o Dr. Telmo, a própria cicatrização constitui um aspecto que merece atenção especial.
"É uma pele fina, uma pele delicada. O processo cicatricial nessa região exige um cuidado maior", destaca.
O profissional também precisa compreender como diferentes intervenções podem afetar o posicionamento das pálpebras, o fechamento ocular e a aparência global da face.
Uma ressecção excessiva de pele, por exemplo, pode comprometer o fechamento palpebral. Da mesma forma, alterações na sustentação da pálpebra inferior podem resultar em retrações ou mudanças no seu posicionamento.
Dessa maneira, o conhecimento anatômico precisa estar associado à capacidade de avaliar os riscos e selecionar a abordagem mais apropriada para cada caso.

Blefaroplastia: o procedimento mais conhecido da cirurgia periocular
Entre as diferentes intervenções realizadas nessa região, a blefaroplastia ocupa uma posição de destaque.
A cirurgia é utilizada para tratar alterações nas pálpebras superiores e inferiores, como o excesso de pele e determinadas alterações das bolsas de gordura orbitária.
Dependendo da indicação, pode ter finalidade predominantemente estética ou também funcional, especialmente quando a redundância de pele interfere no campo visual do paciente.
A importância da blefaroplastia aparece nas estatísticas internacionais. Segundo a International Society of Aesthetic Plastic Surgery, ISAPS, o procedimento foi a cirurgia estética mais realizada no mundo em 2025, com mais de 2,4 milhões de intervenções registradas na pesquisa mundial. (1)
Naquele ano, a cirurgia das pálpebras também alcançou a primeira posição entre os procedimentos cirúrgicos estéticos mais realizados tanto em homens quanto em mulheres.
O Brasil, por sua vez, aparece entre os principais mercados globais da cirurgia estética. A mesma pesquisa aponta que o país registrou aproximadamente 3,2 milhões de procedimentos estéticos cirúrgicos e não cirúrgicos realizados por cirurgiões plásticos em 2025. (2)
Para o Dr. Telmo, a procura pela blefaroplastia também se reflete na rotina clínica.
"Sem dúvida nenhuma, a blefaroplastia é a cirurgia que a gente mais realiza", afirma o especialista, que relata realizar aproximadamente 15 a 20 procedimentos desse tipo por mês.
Apesar da frequência com que é executada, o médico ressalta que a blefaroplastia exige muito mais do que habilidade para retirar o excesso de pele ou tratar as bolsas de gordura.
O diagnóstico pré-operatório pode ser mais desafiador que a própria cirurgia
Um dos pontos mais importantes destacados pelo Dr. Telmo é a necessidade de reconhecer adequadamente as alterações anatômicas antes de definir a intervenção.
Em sua experiência, muitas dificuldades relacionadas à blefaroplastia começam antes da entrada do paciente no centro cirúrgico.
"A maior dificuldade que a gente tem numa cirurgia de blefaroplastia não é a execução da técnica propriamente dita", explica.
Segundo o cirurgião, o sucesso depende especialmente da identificação das alterações existentes e da elaboração de um planejamento compatível com as necessidades do paciente.
Essa avaliação deve considerar, por exemplo, se a aparência de excesso de pele decorre exclusivamente da flacidez palpebral ou se existe também uma alteração na posição das sobrancelhas.
Outro aspecto relevante é a diferenciação entre a dermatocálase, caracterizada pela redundância de pele, e a ptose palpebral, que corresponde à queda da margem da pálpebra superior.
Embora possam coexistir, essas condições apresentam características distintas e nem sempre são corrigidas pela mesma abordagem cirúrgica.
A avaliação também precisa considerar as condições da superfície ocular, a presença de sintomas de olho seco, o histórico de cirurgias anteriores e eventuais alterações que possam comprometer a proteção do globo ocular.
Esses cuidados são discutidos na literatura médica, incluindo uma revisão sobre a avaliação e a prevenção de complicações na blefaroplastia superior, que destaca a importância da seleção adequada dos pacientes e do planejamento individualizado. (3)
Na visão do Dr. Telmo, uma avaliação criteriosa permite identificar fatores que podem interferir no resultado e orientar as decisões cirúrgicas.
O médico reforça que a execução de um procedimento adequadamente planejado aumenta as possibilidades de alcançar resultados satisfatórios.
Quais procedimentos fazem parte da cirurgia e da estética periocular?
Embora a blefaroplastia seja a intervenção mais conhecida, a atuação na região periocular pode envolver outras técnicas cirúrgicas e procedimentos estéticos complementares.
A escolha depende das alterações identificadas, das condições clínicas, das expectativas do paciente e dos benefícios e riscos associados a cada intervenção.
A seguir, conheça alguns procedimentos que fazem parte da cirurgia e da estética periocular.
Blefaroplastia superior e inferior
A blefaroplastia superior é realizada principalmente para tratar o excesso de pele nas pálpebras superiores, podendo também envolver o manejo de bolsas de gordura conforme a indicação.
Em determinados pacientes, a redundância cutânea pode ultrapassar a questão estética e interferir na visão, exigindo uma avaliação funcional.
Já a blefaroplastia inferior é utilizada para abordar alterações como bolsas de gordura proeminentes, excesso de pele e determinados aspectos do envelhecimento da transição entre a pálpebra e a região malar.
As técnicas podem envolver diferentes vias de acesso, incluindo as abordagens transcutânea e transconjuntival, selecionadas conforme as características anatômicas e os objetivos do tratamento.
Em ambos os casos, a preservação do posicionamento palpebral e da função ocular deve orientar a intervenção.
Lifting de sobrancelhas e procedimentos de reposicionamento
A região das sobrancelhas possui relação direta com a aparência das pálpebras superiores.
Com o envelhecimento, alterações na posição dos supercílios podem contribuir para a sensação de olhar cansado e aumentar a percepção de excesso de pele.
Em algumas situações, o tratamento isolado das pálpebras pode ser insuficiente para alcançar o resultado desejado.
Por isso, o lifting de sobrancelhas e outras técnicas de reposicionamento podem fazer parte do planejamento estético da região periocular.
A indicação exige atenção à posição original dos supercílios, à simetria facial e à relação entre as estruturas da fronte e das pálpebras.
Procedimentos estéticos complementares
A região periocular também pode receber tratamentos minimamente invasivos voltados à melhora de determinadas alterações relacionadas ao envelhecimento.
O Dr. Telmo destaca a utilização de toxina botulínica, preenchedores, bioestimuladores de colágeno e tecnologias de rejuvenescimento da pele, como os lasers de CO₂.
Essas alternativas apresentam indicações específicas e podem ser utilizadas isoladamente ou como parte de um planejamento mais amplo.
A toxina botulínica, por exemplo, pode atuar sobre determinadas rugas dinâmicas da região lateral dos olhos.
Já os tratamentos com tecnologias de energia podem ser considerados em situações selecionadas para abordar alterações na textura da pele.
Entretanto, a proximidade com os olhos exige protocolos de segurança rigorosos. No caso dos preenchimentos, complicações vasculares potencialmente graves, incluindo perda visual, precisam ser consideradas.
Assim, a ampliação do repertório terapêutico deve ser acompanhada pelo conhecimento das contraindicações, dos limites das técnicas e das possibilidades de intercorrências.

Cirurgia periocular e oftalmologia: por que a integração de conhecimentos é importante?
A atuação na região periocular envolve conhecimentos tradicionalmente desenvolvidos por diferentes áreas da medicina, especialmente a cirurgia plástica e a oftalmologia.
Essas especialidades apresentam perspectivas complementares sobre as estruturas que envolvem os olhos.
A cirurgia plástica contribui com conhecimentos relacionados à anatomia facial, à abordagem dos tecidos, aos processos cicatriciais e ao planejamento das intervenções estéticas e reconstrutivas.
Já a oftalmologia oferece uma compreensão aprofundada da fisiologia ocular, da superfície dos olhos, do sistema lacrimal e das alterações funcionais das pálpebras e da órbita.
No campo da cirurgia oculoplástica, essas competências se encontram em procedimentos que precisam conciliar a preservação das funções oculares e os resultados estéticos.
Para o Dr. Telmo, a integração desses conhecimentos é particularmente importante na formação dos médicos interessados na área.
"O conhecimento precisa da expertise dos dois segmentos", afirma, referindo-se à cirurgia plástica e à oftalmologia.
Segundo ele, profissionais provenientes de uma dessas especialidades podem encontrar na outra conhecimentos que complementam sua experiência.
Um cirurgião plástico com ampla familiaridade com o tratamento estético facial, por exemplo, pode se beneficiar do aprofundamento em avaliações funcionais específicas da região ocular.
Da mesma maneira, o oftalmologista interessado em procedimentos estéticos pode ampliar sua compreensão sobre as técnicas de abordagem dos tecidos e o planejamento do rejuvenescimento facial.
Essa integração favorece avaliações mais abrangentes e a identificação de situações que exigem acompanhamento conjunto ou encaminhamento especializado.
Independentemente da formação de origem, a realização dos procedimentos depende da capacitação efetiva, das competências demonstradas, das condições assistenciais e da observância das normas profissionais aplicáveis.
Complicações na cirurgia periocular: o que o médico precisa conhecer?
Assim como acontece em outras intervenções cirúrgicas, os procedimentos realizados na região periocular apresentam riscos.
Entretanto, as particularidades anatômicas dessa região tornam algumas complicações especialmente relevantes, tanto pelas consequências estéticas quanto pelo potencial comprometimento das funções oculares.
Para o Dr. Telmo, o domínio das técnicas cirúrgicas precisa estar acompanhado da capacidade de reconhecer e abordar possíveis intercorrências.
"Não basta só tu saber como se faz o procedimento, tem que saber também como atuar nas complicações", afirma.
Essa preocupação deve estar presente desde a avaliação inicial, passando pelo planejamento cirúrgico e pelo acompanhamento pós-operatório.
Alterações cicatriciais, assimetrias e posicionamento das pálpebras
Entre as possíveis complicações estão as cicatrizes desfavoráveis, as fibroses, as assimetrias e as alterações de posicionamento palpebral.
A retração da pálpebra inferior, por exemplo, pode comprometer a aparência e, em determinadas circunstâncias, contribuir para a exposição da superfície ocular.
O ectrópio, caracterizado pela eversão da margem palpebral, também merece atenção por suas possíveis repercussões sobre a lubrificação e a proteção dos olhos.
Outra alteração relevante é o lagoftalmo, condição em que o paciente apresenta dificuldade ou incapacidade de fechar completamente as pálpebras.
Dependendo de sua intensidade e duração, essa situação pode favorecer o ressecamento e a lesão da superfície ocular.
As complicações também podem envolver hematomas, quemose, alterações na cicatrização e infecções. Em situações raras, uma hemorragia orbitária pode comprometer a visão e exigir atendimento emergencial.
Uma revisão sistemática publicada em 2025 sobre a segurança da blefaroplastia inferior analisou 36 estudos e identificou diferentes tipos de complicações, incluindo alterações do posicionamento palpebral e hematomas. Os autores ressaltam que as taxas variam conforme as técnicas utilizadas e as características dos estudos. (4)
Essas evidências reforçam a necessidade de conhecer os fatores de risco associados às diferentes abordagens.
Por que o manejo das complicações exige experiência?
O processo cicatricial apresenta variações individuais. Características anatômicas, condições clínicas, técnicas empregadas e fatores relacionados à recuperação podem influenciar a evolução pós-operatória.
Por isso, mesmo diante de um planejamento adequado, o médico precisa reconhecer alterações inesperadas e avaliar a necessidade de intervenção.
Segundo o Dr. Telmo, compreender essas diferenças faz parte do desenvolvimento da segurança profissional.
O especialista destaca que a capacidade de abordar complicações exige conhecimentos específicos e experiência com diferentes situações clínicas.
Algumas intercorrências podem ser acompanhadas ou tratadas com medidas clínicas, enquanto outras exigem avaliação especializada imediata ou correção cirúrgica.
Também é importante reconhecer os limites da própria atuação e estabelecer uma rede de encaminhamento para situações que demandem outras competências.
Nesse contexto, a segurança do paciente depende tanto da prevenção quanto da capacidade de identificar precocemente possíveis problemas e adotar as condutas adequadas.

Mercado da cirurgia periocular: quais são as oportunidades para médicos?
O crescimento da procura por procedimentos estéticos constitui um dos fatores que despertam o interesse pela cirurgia periocular.
As estatísticas internacionais indicam a relevância desse segmento. Conforme os dados da ISAPS, a cirurgia das pálpebras liderou o ranking global de procedimentos cirúrgicos estéticos em 2024 e manteve essa posição em 2025.
A presença da blefaroplastia entre as intervenções mais realizadas em homens e mulheres também demonstra a amplitude do público que procura esse tipo de tratamento.
Para o Dr. Telmo, a valorização da aparência dos olhos nas relações sociais contribui para o interesse pelos procedimentos da região.
O médico relaciona essa procura à importância da imagem em situações cotidianas, incluindo reuniões por vídeo e outras formas de interação nas quais o rosto permanece em evidência.
Essa percepção, contudo, deve ser compreendida como uma observação de sua experiência clínica, já que diferentes fatores influenciam a decisão individual de buscar uma intervenção estética.
Uma área com possibilidades além da cirurgia
A atuação na região periocular pode abranger avaliações, cirurgias e procedimentos complementares de rejuvenescimento facial.
Essa diversidade permite que profissionais devidamente capacitados desenvolvam uma abordagem integrada, considerando diferentes necessidades dos pacientes.
Também amplia as possibilidades de acompanhamento longitudinal, especialmente quando o tratamento envolve diferentes intervenções em momentos distintos.
O Dr. Telmo observa que o domínio de diferentes técnicas pode modificar o perfil de atendimento de um consultório.
Entretanto, o potencial de mercado deve ser analisado com cautela. A demanda por procedimentos não significa que todos os profissionais encontrarão as mesmas oportunidades ou alcançarão resultados financeiros semelhantes.
Fatores como a qualificação, a experiência, a estrutura disponível, a localização, o perfil dos pacientes e a capacidade de oferecer atendimento seguro influenciam a viabilidade da atuação.
Além disso, a expansão das técnicas disponíveis aumenta a necessidade de compreender indicações e contraindicações, evitando que a escolha do tratamento seja orientada exclusivamente pela procura comercial.
Para o médico que deseja ingressar nesse segmento, conhecer as oportunidades de mercado é importante, mas a construção de uma atuação consistente exige investimento contínuo em formação e aprimoramento.
O futuro da cirurgia periocular e a importância da atualização médica
A evolução das técnicas cirúrgicas e das tecnologias de rejuvenescimento facial amplia as possibilidades de abordagem da região periocular.
Novos estudos também contribuem para aprimorar a avaliação dos pacientes, compreender os resultados de diferentes procedimentos e identificar estratégias para reduzir complicações.
Nesse cenário, a atualização profissional permanece necessária mesmo para médicos que já possuem experiência na área.
O domínio de uma técnica específica representa apenas uma parte do conhecimento exigido. A atuação também envolve a capacidade de reconhecer diferentes alterações anatômicas, selecionar procedimentos adequados, avaliar evidências científicas e acompanhar a evolução dos pacientes.
Ao destacar a importância do diagnóstico, da integração entre a cirurgia plástica e a oftalmologia e do conhecimento sobre complicações, o Dr. Telmo demonstra que a cirurgia periocular exige uma compreensão abrangente das estruturas e dos tratamentos disponíveis.
O crescimento da procura por procedimentos como a blefaroplastia pode representar novas oportunidades profissionais. Entretanto, a qualidade da atuação depende da preparação para oferecer um cuidado individualizado, tecnicamente fundamentado e comprometido com a segurança do paciente.
Para médicos que desejam desenvolver sua atuação na cirurgia periocular, o caminho passa pelo aprofundamento científico, pelo aperfeiçoamento das habilidades práticas e pela compreensão dos limites e das responsabilidades envolvidos em cada procedimento.
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Referências consultadas:
(1 ) (2) INTERNATIONAL SOCIETY OF AESTHETIC PLASTIC SURGERY (ISAPS). Global Survey 2025: full report and press releases. ISAPS, 2026. Disponível em: https://www.isaps.org/discover/about-isaps/global-statistics/global-survey-2025-full-report-and-press-releases/. Acesso em: 21 out. 2026.
(3) YANG, Patrick; KO, Audrey C.; KIKKAWA, Don O.; KORN, Bobby S. Upper eyelid blepharoplasty: evaluation, treatment, and complication minimization. Seminars in Plastic Surgery, v. 31, n. 1, p. 51-57, 2017. DOI: https://doi.org/10.1055/s-0037-1598628. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5330792/. Acesso em: 21 out. 2026.
(4) GIMENEZ, Alejandro R. et al. Safety and complications in lower eyelid blepharoplasty: a systematic review. Plastic and Reconstructive Surgery – Global Open, v. 13, n. 9, e7102, 2025. DOI: https://doi.org/10.1097/GOX.0000000000007102. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12456572/. Acesso em: 21 out. 2026.
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O que é cirurgia periocular?
A cirurgia periocular compreende procedimentos realizados nas pálpebras e nas estruturas ao redor dos olhos, com finalidades estéticas, funcionais ou reconstrutivas. Envolve intervenções como a blefaroplastia, a correção de alterações palpebrais e determinados procedimentos de reposicionamento dos tecidos.
Qual é a diferença entre cirurgia periocular e blefaroplastia?
A cirurgia periocular abrange diferentes intervenções na região dos olhos, enquanto a blefaroplastia é um procedimento específico destinado principalmente ao tratamento do excesso de pele e de determinadas alterações das bolsas de gordura das pálpebras. Portanto, a blefaroplastia é uma das técnicas que integram a cirurgia periocular.
Quais médicos podem atuar com cirurgia periocular?
A cirurgia periocular reúne competências de diferentes especialidades, especialmente da cirurgia plástica e da oftalmologia. A realização dos procedimentos exige capacitação técnica adequada, experiência compatível com a complexidade das intervenções e observância das normas profissionais e assistenciais aplicáveis.
Quais são os procedimentos mais realizados na região periocular?
Entre os procedimentos estão a blefaroplastia superior e inferior, o lifting de sobrancelhas e as intervenções para correção de alterações no posicionamento das pálpebras. A estética periocular também pode envolver tratamentos complementares, como a aplicação de toxina botulínica, preenchedores, bioestimuladores e tecnologias de rejuvenescimento da pele.
Por que a cirurgia periocular exige conhecimentos anatômicos específicos?
A região periocular apresenta pele fina, estruturas delicadas e proximidade com o globo ocular. Além disso, as pálpebras desempenham funções importantes na proteção e lubrificação dos olhos. O conhecimento anatômico permite planejar intervenções que respeitem essas características e reduzam os riscos de complicações.
O que deve ser avaliado antes de uma blefaroplastia?
A avaliação pré-operatória deve considerar o excesso de pele, as bolsas de gordura, a posição das sobrancelhas, a presença de ptose palpebral, as condições da superfície ocular e o histórico clínico do paciente. Segundo o Dr. Telmo Morsch dos Reis, o diagnóstico detalhado e o planejamento cirúrgico estão entre os principais fatores relacionados à qualidade dos resultados.
Quais são as principais complicações da cirurgia periocular?
As complicações possíveis incluem assimetrias, alterações cicatriciais, fibroses, hematomas, retração palpebral, ectrópio e dificuldades no fechamento dos olhos. Embora raras, também podem ocorrer complicações graves com comprometimento visual. O reconhecimento precoce e o manejo adequado dessas situações fazem parte das competências necessárias ao profissional.
A blefaroplastia é uma cirurgia estética ou funcional?
A blefaroplastia pode apresentar finalidade estética, funcional ou ambas. Quando realizada para melhorar a aparência das pálpebras, possui objetivo predominantemente estético. Entretanto, em pacientes com excesso de pele que compromete o campo visual, a intervenção também pode contribuir para a melhora funcional, conforme avaliação médica.
Como está o mercado de cirurgia periocular no Brasil?
O Brasil está entre os principais mercados mundiais de procedimentos estéticos. Segundo a pesquisa global de 2025 da International Society of Aesthetic Plastic Surgery, a blefaroplastia foi a cirurgia estética mais realizada no mundo. Esse cenário demonstra a relevância da área, embora as oportunidades profissionais dependam de fatores como qualificação, experiência, estrutura assistencial e demanda regional.
Cirurgião plástico e coord. da área de Saúde da Pele e Estética da Inspirali Pós - CRM 15870/RS - RQE 9186.
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