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A Voz Especialista

Dia do Médico: histórias de quem dedica a vida a cuidar

Neste Dia do Médico, conheça histórias emocionantes de docentes da Inspirali Pós Medicina sobre cuidado, dedicação, ensino e amor pela profissão.

Lucas Flores
Lucas Flores 18/10/2026 · 10 min de leitura

Existem histórias que começam com um sonho. Outras, com o desejo de fazer a diferença na vida de alguém. Para muitos médicos, essas duas motivações se encontram na escolha de uma profissão que exige conhecimento, dedicação e, acima de tudo, humanidade.

Mas quem escolhe a Medicina também descobre que a formação nunca termina. A cada paciente, um novo desafio. A cada diagnóstico, uma responsabilidade. A cada experiência, um aprendizado que pode acompanhar o profissional pelo restante de sua trajetória.

E há aqueles que decidem levar esse conhecimento ainda mais longe, compartilhando com outros médicos tudo aquilo que aprenderam ao longo de anos de consultórios, hospitais, pesquisas e atendimentos.

Neste 18 de outubro, Dia do Médico, a Inspirali Pós Medicina presta uma homenagem a todos os profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado. Para celebrar a data, convidamos cinco de nossos docentes a compartilhar histórias e reflexões sobre suas trajetórias, seus pacientes e o significado de ensinar Medicina.

São experiências diferentes, de especialidades distintas, mas que revelam algo em comum: por trás de cada grande médico, existe uma história de aprendizado. E, por trás de cada aprendizado, existem vidas que foram tocadas por esse conhecimento.

 

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Quando a Medicina dá um rosto à dor

Existem dores que acompanham os pacientes durante anos. Dores que nem sempre são compreendidas, reconhecidas ou acolhidas da maneira que deveriam.

Para a Dra. Deise Vargas, coordenadora das pós-graduações em Ultrassonografia Musculoesquelética e Ultrassonografia em Dermatologia e Cosmiatria da Inspirali Pós Medicina, uma das maiores realizações de sua trajetória profissional está relacionada à possibilidade de dar visibilidade a um sofrimento que, durante muito tempo, encontrou dificuldades para ser reconhecido.

Com praticamente 25 anos de atuação, a médica dedicou parte importante de sua carreira ao estudo do lipedema por meio da ultrassonografia, contribuindo para o desenvolvimento de uma classificação morfológica brasileira da condição.

Ao recordar essa trajetória, ela destaca o impacto humano do diagnóstico:

“A descoberta da ultrassonografia do lipedema trouxe dignidade diagnóstica a essa dor, trouxe a cara da dor. Agora essa dor tem um jeito, essa dor aparece, ela tem uma imagem e eu consigo demonstrar.”

Muito mais do que identificar alterações em uma imagem, a experiência representa a possibilidade de oferecer respostas a pacientes que convivem com sintomas e incertezas.

É também essa sensibilidade que a médica deseja compartilhar com seus alunos. Afinal, ensinar a operar equipamentos, interpretar imagens e reconhecer alterações anatômicas faz parte da formação. Mas existe uma dimensão do cuidado que nenhuma tecnologia pode substituir.

Como resume a docente, aquilo que deseja transmitir vai além dos conhecimentos técnicos:

“O que eu quero que cada um leve é o lado humano, que, mesmo na ultrassonografia, deve permanecer no seu lugar.”

A delicadeza de quem aprendeu a operar e a ensinar

A Medicina também exige precisão. Em determinadas especialidades, poucos milímetros podem fazer uma grande diferença no resultado de um procedimento.

Mas a habilidade técnica, por mais importante que seja, precisa estar acompanhada da sensibilidade de quem compreende que existe uma pessoa confiando sua saúde às mãos de outro profissional.

É com essa perspectiva que o Dr. Juliano Tosta, docente da pós-graduação em Cirurgia Ambulatorial Dermatológica da Inspirali Pós Medicina, compartilha sua experiência com novas gerações de médicos.

Prestes a completar 30 anos de formado, com mais de duas décadas de atuação na área cirúrgica e aproximadamente 15 anos dedicados à docência, ele encontrou uma comparação singular para explicar o exercício da profissão:

“A cirurgia é como se você estivesse tocando um violino. Então você tem que ter uma habilidade, você tem que saber usar as notas certas, mas você tem que produzir um som agradável.”

A metáfora revela uma compreensão da Medicina que combina técnica, experiência, atenção e cuidado.

Para o professor, ensinar também significa permitir que outros profissionais aprendam com os desafios enfrentados por quem veio antes.

Compartilhar experiências ajuda a evitar erros, aumentar a segurança dos procedimentos e contribuir para melhores resultados aos pacientes.

E, depois de tantos anos de dedicação, uma das maiores recompensas acontece quando ele reencontra antigos alunos que também se tornaram professores.

Ver aqueles que um dia estiveram em suas aulas compartilhando conhecimentos e formando novos profissionais representa a continuidade de uma história que já ultrapassou os limites da própria carreira.

Ensinar também é aprender a escutar

Em quase todas as profissões, a experiência costuma ser associada ao acúmulo de respostas. Na Medicina, entretanto, os anos de atuação também ensinam a reconhecer a importância das perguntas.

O Dr. Ricardo Amaral, docente da pós-graduação em Psiquiatria da Inspirali Pós Medicina, acredita que o encontro entre professores e alunos deve ser um espaço de diálogo, reflexão e construção conjunta do conhecimento.

Para ele, a trajetória médica passa por diferentes momentos: primeiro, o aprendizado; depois, a prática profissional; e, com a experiência, a possibilidade de ensinar.

Mas esse último estágio está longe de significar que todas as dúvidas foram resolvidas.

“Ensinar é encontrar pessoas que estão buscando alguma coisa diferente, que estão buscando alguma coisa nova.”

Ao falar sobre sua atuação, o psiquiatra lembra que professores e alunos compartilham inseguranças, angústias e desafios. A experiência oferece caminhos, mas o contato com outras pessoas continua sendo uma oportunidade de aprender.

Essa percepção também está presente em sua relação com os pacientes.

Ao longo da carreira, o médico passou a atender pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, uma experiência que ampliou sua compreensão sobre o sofrimento humano.

Entre tantas histórias, uma frase permaneceu em sua memória. Ela foi dita por um paciente que havia parado de beber:

 “Doutor, como é grande o domingo!”

A simplicidade da pergunta carregava uma dimensão profunda: a experiência de alguém que precisava aprender a ocupar o tempo e a reconstruir a própria rotina sem o álcool.

Para o professor, encontros como esse ajudam a compreender o que os pacientes vivem para além dos conhecimentos adquiridos nos livros.

São histórias que lembram que a Medicina também se constrói na capacidade de escutar aquilo que o outro tem a dizer.

Mudar o mundo de uma paciente também é transformar uma vida

Nem sempre os maiores resultados da Medicina aparecem em grandes descobertas ou procedimentos complexos.

Às vezes, eles acontecem em uma consulta, quando uma mulher finalmente encontra espaço para falar sobre um desconforto que a acompanha há anos.

Essa é uma das reflexões compartilhadas pela Dra. Karine Gavioli Micheletti, coordenadora da pós-graduação em Uroginecologia da Inspirali Pós Medicina.

A médica atua em uma especialidade que lida com condições capazes de comprometer profundamente a qualidade de vida das pacientes. Muitas vezes, são mulheres que convivem por longos períodos com sintomas e que já buscaram ajuda sem encontrar o acolhimento necessário.

Para ela, a escuta é parte fundamental de uma boa assistência.

O conhecimento científico, a experiência clínica e as alternativas terapêuticas precisam dialogar com a realidade de cada paciente. Isso significa reconhecer suas necessidades, compreender suas expectativas e permitir que participe das decisões relacionadas ao próprio tratamento.

Ao falar sobre o que deseja transmitir aos colegas que passam por suas aulas, a docente destaca uma ideia especialmente significativa:

“Pode ser que ele não consiga mudar o mundo, como às vezes a gente não consegue, mas ele vai mudar o mundo dessa mulher.”

É nessa possibilidade que reside parte da grandeza da profissão.

Afinal, oferecer tratamento adequado, acolhimento e autonomia a uma paciente pode representar uma mudança profunda em sua história.

E formar médicos capazes de proporcionar esse cuidado significa multiplicar o alcance dessas transformações.

O verdadeiro legado de um médico está nas próximas gerações

O conhecimento médico avança continuamente. Novas tecnologias são desenvolvidas, tratamentos são aperfeiçoados e descobertas ampliam as possibilidades de cuidado.

Mas nenhuma dessas conquistas acontece isoladamente. Por trás delas, existem pesquisadores, professores e profissionais que compartilham experiências e ajudam a preparar aqueles que continuarão esse trabalho.

O Dr. Marconi Reis, coordenador da pós-graduação em Pneumologia Pediátrica da Inspirali Pós Medicina, conhece diferentes dimensões dessa trajetória.

Ao longo da carreira, participou de pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de uma tecnologia para avaliar a idade gestacional de recém-nascidos por meio das propriedades fotobiológicas da pele, incorporada ao SUS em 2025, segundo seu relato.

Também construiu uma trajetória na docência, atuando na graduação, na pós-graduação e na residência médica.

Para ele, a formação exige tempo, dedicação e a presença de profissionais experientes que ajudem os mais jovens a desenvolver o raciocínio clínico e a segurança necessária para tomar decisões.

“Essa preparação precisa de grandes mestres, precisa de grandes figuras para estar ali do seu lado, para pegar na sua mão, para mostrar qual que é o caminho correto e, a partir daí, você trilhar o seu próprio caminho.”

Mas, entre tantas realizações, existe uma que ocupa um lugar especial em sua memória: encontrar antigos alunos conduzindo com competência casos clínicos difíceis.

São momentos em que ele reconhece o resultado de anos dedicados ao ensino.

“A gente sempre quer que o aluno supere. Então, quando a gente vê o aluno se destacando, o aluno crescendo, o aluno brilhando, é a hora que eu falo: eu acho que deu certo.”

A satisfação de um professor também está na possibilidade de ser superado por aqueles que ajudou a formar.

E talvez essa seja uma das expressões mais bonitas da docência médica: dedicar parte da própria vida para que outras pessoas possam ir ainda mais longe.

Dia do Médico: uma homenagem a quem escolheu cuidar da vida

Cada médico carrega uma história que começou muito antes do primeiro atendimento.

Existem os professores que inspiraram, os pacientes que ensinaram, os desafios que exigiram coragem e as experiências que permaneceram na memória mesmo depois de muitos anos.

A Medicina é feita de ciência, técnica e conhecimento. Mas também é construída por encontros, gestos, perguntas, descobertas e relações humanas que deixam marcas profundas.

Nos relatos de nossos docentes, essa realidade aparece de diferentes maneiras: na alegria de oferecer respostas a quem sente dor, na precisão de um procedimento, na escuta de um paciente, no acolhimento de uma mulher e no orgulho de reencontrar um aluno que se tornou um excelente profissional.

Histórias que nos lembram que a grandeza da Medicina também está naquilo que cada profissional deixa na vida das pessoas.

Neste Dia do Médico, a Inspirali Pós Medicina homenageia os profissionais que escolheram dedicar suas trajetórias à saúde e ao bem-estar de outras pessoas.

Aos que estão começando, aos que acumulam décadas de experiência e aos que compartilham seus conhecimentos com as próximas gerações, nosso reconhecimento.

Que nunca falte a curiosidade para continuar aprendendo, a coragem para enfrentar novos desafios e a sensibilidade para reconhecer a humanidade presente em cada atendimento.

Feliz Dia do Médico!

Outubro Médico Inspirali: a sua história merece novos capítulos

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Acreditamos que cada etapa da carreira médica pode abrir caminhos para novas descobertas, experiências e realizações profissionais.

Por isso, durante o Outubro Médico da Inspirali Pós Medicina, preparamos condições exclusivas para quem deseja continuar investindo em sua formação, com cursos de pós-graduação em diversas áreas da saúde.

É a oportunidade de ampliar conhecimentos, desenvolver novas habilidades e aprender com profissionais que vivem, diariamente, os desafios reais da Medicina.

Sua trajetória já tem muitas conquistas. E ainda há muito para aprender, realizar e compartilhar.

Acesse a página do Outubro Médico da Inspirali Pós Medicina e conheça as condições exclusivas para continuar sua formação.

Lucas Flores
Escrito por Lucas Flores

Editor de conteúdo da Inspirali Pós Medicina

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